Diário de uma Paixão

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Meia noite

Onze.
O telefone canta em sintonia com o meu corpo dançante.Disseste que vinhas,eu perguntei horas.
Vesti-me o mais simples possível,até estava bonita nessa noite,despi o que pude para cobrir.
Onze e meia.
Não,ainda não estava a tremer,mas o ar custava a entrar e sair,estava tudo na mesma.
Saí.Andei mais rápido do que alguma vez tinha andado para chegar atrasada de qualquer das formas.
Parei em frente ao miradouro,de costas para que te visse antes que me encontrasses.Não resultou.
Meia-noite.
Foi a hora em que decidi matar-nos.Sou só eu e tu agora,e para sempre.Não mais nós.
Atrasada a noite em que o reencontro pareceu tão frio,tão triste.Tão vazio.
Não disse metade do que gostaria de ter dito,não me respondeste o todo.
A tua adoração pelo meu sorriso não passou de um passar de mãos pelo meu cabelo como quem diz,"não chores,desculpa." e mais uma ausencia de palavras.
Eu já não choro,não por ti.
Acabou,mas a verdade é que demorei meia noite para o terminar,este feitiço que me havias posto.
Uma meia noite que valeu a pena,e agora sou eu que gostava de te dizer:
"Eu gostei mesmo muito de ti",sublinhando o verbo.

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